Labirinto de Sonhos

A conexão mais importante

Por muito tempo eu vivi pensando nos outros, e olhando bem lá atrás, desde a minha infância eu tinha vergonha de simplesmente ser eu. Me escondia, sempre deixava meu cabelo preso, não levantava minha voz, aceitava o que me diziam pra fazer quase sem questionar. Daí surgiram grandes correntes que me acompanharam por muito tempo. E demorei muito para vê-las,

A maior delas é a do “não” – não podia sair, não podia ver x filme ou desenho, não sabia dizer “não” para ninguém, aceitava tudo, não podia falar o que estava pensando, não faz isso, não pode aquilo… Nisso neguei muito de mim mesma para no mínimo tentar me encaixar em algum lugar e ser amada. Mas as pessoas só me achavam fofinha e me queriam por perto somente quando era conveniente, aceitava “amizades” que só me faziam mal por pequenos momentos de alegria, aguentava calada pra não fazer feio, pra não me rebelar e ser ainda mais desprezada do que eu era.

Ultimamente, a teoria de tacar o foda-se (obrigada Mark Ranson por tantas lições maravilhosas no livro A Sutil arte de ligar o foda-se) e isso tem me ajudado a perceber as coisas totalmente sem sentido as quais eu me aprisionei por anos até agora. E meu maior desejo é me livrar  dessa prisão. Quero voar e ser livre, não quero depender de um amigo que só fala comigo quando lhe é conveniente, quero gente verdadeira na minha vida, e o mais importante: quero ser verdadeira comigo mesma. Sei decor e salteado todos os meus defeitos, tudo que eu não gosto na minha personalidade, cada detalhe do meu corpo que me desagrada; mas não sei olhar pra dentro de mim, não sei chegar no mais fundo do meu ser e olhar para meus sentimentos, não sei me dar amor. Não sei como me amar. Em algum momento lá trás eu me perdi me mim, vivo vagando e fazendo tudo o que querem de mim, pois me sinto totalmente perdida.

Sinto necessidade de me conectar comigo mesma. Preciso me encontrar, descobrir meus medos, aprender a cuidar de mim, me dar carinho, me encher de amor e curtir a minha própria presença. Mas eu confesso, não faço ideia de como fazer isso. Decidi então começar de uma forma gentil… Fiz um café da manhã com carinho e eu curti cada momento comigo, limpei minha casa e me senti bem com isso. Começar cuidando de uma ferida, sempre gentil, dançar um pouco sozinha, me dar um abraço e pensar em mim. O que eu quero agora? Quem sou eu?

Essa conexão com meu eu interior é a conexão mais importante de todos, me conhecer melhor que todas as outras pessoas, pois eu sou a mais importante pra mim.

Se conecte consigo mesmo antes de se conectar com outros.

Projeto #inmyhands
Acalmar a mente? Aquietar? É possível?
Caminhando a passos lentos
2 comentários
  • Olá, Bia!

    Que texto incrível! Você não tem noção do quanto me identifiquei com as suas palavras. Me identifiquei quando vc escreveu "eu me perdi de mim" e "preciso me encontrar" tenho sentido muito isso ultimamente e seu texto se encaixou muito com o que eu tenho passado, mas já estou vendo formas de superar isso também. Espero conferir outros textos seus em breve.

    Abraços,
    Andy – Blog StarBooks

    • Bia

      Obrigada! Fico feliz de saber que se identificou…
      Espero que você continue seguindo em busca de se encontrar e se conhecer, te desejo força e coragem.
      Obrigada pela visita! Abraços