Labirinto de Sonhos

A caixa misteriosa

Aquela manhã foi conturbada. O telefone não parava de tocar, e ela meio no mundo da lua tentando entender o que havia acontecido naquela manhã.

O relógio demorava uma eternidade para andar os ponteiros e a agonia estava tomando conta de sua mente.

— Como? Por quê? Que menina? Eu conheço alguma menininha de aparentemente cinco anos? — perguntas sem respostas borbulhavam em sua mente. Ao mesmo tempo ela estranhava toda aquela sensação de desespero, parecia que ela sabia que algo iria acontecer.

—ALICE! — falou Josie em tom um pouco alto e logo caindo em gargalhadas — você está falando sozinha! Hahaha

Alice deu uma risadinha tímida e ficou corada de vergonha. Tentava se concentrar, mas não estava dando certo. Precisava que a hora do almoço chegasse logo para abrir a curiosa caixinha.

Quando o sino da igreja começou a badalar, ela saiu o mais rápido que pôde para casa, sentindo um misto de alegria e medo. Sempre foi uma menina medrosa, pensou se aquilo poderia ser uma pegadinha ou uma brincadeira de mal gosto de alguém. Mas aquela sensação que tinha era bem estranha, parecia ser algo de "outro mundo".

Chegou a sua casa, preparou sua comida, ligou uma música, pegou a caixinha na mão. Olhou-a por um pequeno instante, viu o laço dourado e cuidadosamente o puxou. Respirou aliviada, pois ele se desfez facilmente, mas ainda continua brilhante. Tirou o papel que envolvia a caixa e ficou surpresa ao ver que era uma bela caixa de madeira, talhada nos mínimos detalhes, com arabescos e pequenos desenhos, desenhos esses que soaram familiares a ela, mas não conseguia se lembrar de onde os conhecia. Permaneceu admirando a beleza e delicadeza dos desenhos por uns minutos e resolveu abrir a caixa. Ao abrir, se deparou com um pequeno bilhete, no qual estava escrito:

Querida,

Eu a vi chorar. Eu a vi sofrer. Vi se superar. Mas também tive que te ver desistir. Não desista ainda de quem você é. Precisamos de você, precisamos muito da sua esperança que nunca morreu. Você é uma mulher iluminada, não deixe essa luz se apagar. Pode ser difícil pedir para uma mulher adulta e muitos adultos deixam de acreditar em coisas mágicas. Mas acredite. A magia está morrendo e só você pode nos ajudar.

Temos um pequeno presente para você, use-o e ele te ajudará a se lembrar.

Ela tirou o papel cuidadosamente colocado em cima de algo, olhando com certa desconfiança, aquela coisa toda estava parecendo muita loucura;

— Doces? Mas… Doces? Quem foi que mandou? Que doces estranhos são esses?

Os doces tinham um cheiro extraordinário. Uma mistura de especiarias com frutas silvestres. Havia três doces dentro da caixa, todos em formatos diferentes. O primeiro tinha o formato de flor, cor-de-rosa e com algo que parecia ser gliter em cima e tinha cheiro de morango e frutas vermelhas. O segundo tinha o formato parecido com uma pequena concha, tinha cheiro de chocolate branco com nozes ou castanhas. O terceiro doce tinha um formato bem curioso, meio difícil de saber o que era. Parecia um símbolo e aquele símbolo era familiar para Alice, mas ela não sabia exatamente o que era.

Ela pegou um doce e comeu.

Continua…

Esse post faz parte de um novo projeto aqui no blog chamado Contos de um Mundo Colorido. Fiquem de olho para os próximos posts!! Tem muita história vindo por ai!!

Parte IParte II

Encontrando o silêncio
Olhe para si
Memórias perdidas
2 comentários
  • Muito gracioso o texto. Realmente envolvente, sabe me senti num conto de fadas, num conto de fantasias quando falou dos doces. Muito doce seu esse conto. bjs
    http://www.pilateandosonhos.com

    • Bia

      Obrigada Lu!! Essa semana vai sair mais uma parte no conto! Os doces tiveram um papel muito importante! *-*
      Beijinhos